Sinalização de vias de escalada – Demandas e soluções

Sinalização de vias de escalada – Demandas e soluções

Toda grande novidade na escalada é polêmica. Há, logicamente novidades boas e outras nem tanto. E há novidades que apesar de não aprovarmos, temos de entender que são sinais dos tempos e necessidades de um esporte em crescimento e aperfeiçoamento.

Todos queremos equipamentos bons e baratos disponíveis nas lojas, locais bem conservados, estradas bacanas para chegarmos aos points de escalada… mas isso só acontece quando temos praticantes suficientes para alavancar um mercado saudável que consiga retribuir apoiando atletas e iniciativas legais. Assim foi com o aparecimento dos profissionais do esporte (guias, instrutores e atletas), com o advento dos grampos e formas de perfurar a pedra, o equipamento móvel, as vias esportivas, o red point, o dry tooling, bases equipadas para rapel, e muitos outros que atualmente são normalmente aceitos, mas que no seu surgimento, recebeu inúmeras críticas. Já imaginou alguém bradando a todo pulmão: “-Furar a pedra para instalar chapeletas? Jamais! existem fendas que são caminhos naturais e pitons para martelarmos nelas” ? Ou então “-Friends? São equipamentos para suicidas! Vão acabar com a imagem do esporte… Vamos ver quando alguém morrer!“. Se você vivesse nos anos 60 ou 70, certamente teria ouvido isso.

Mesmo que as vezes a grande maioria da comunidade seja a favor de uma tendência, é importante ouvir com atenção as vozes contrárias, pois podem ser das críticas, que saia uma solução mais equilibrada do que a que vislumbramos no primeiro momento.

Ontem, comecei uma “pesquisa” no Instagram sobre a necessidade e tipos de sinalização de vias em setores esportivos. Me arrependi na sequência, pois a tal rede não possibilita muita interação entre os interessados no tema. Mas é uma fonte confiável de angariar dados em forma de estatística.

Fiz duas enquetes simples:

Primeira pergunta era sobre ser contra ou a favor da sinalização na base das vias. A favor levou o trféu com 85% de aceitação.

Primeira pergunta era sobre ser contra ou a favor da sinalização na base das vias. A favor levou o troféu com 86% de aceitação. A segunda enquete foi um teste no qual 222 pessoas das 244 votantes disseram ser uma plaquinha de 2x5cm de alumínio fixada na base da via, suficiente e adequado para sinalizar.

Meu obrigado as 16 pessoas dispostas a ajudar a causa com R$ 500,00. Acho que vamos conseguir com recursos próprios e boa vontade, mas mesmo assim, grato pela confiança e desejo em ajudar de forma concreta.

A DEMANDA

Desde 1991 eu publico o Manual de Escaladas da Pedra do Baú, na forma de um guia de bolso, com vias selecionadas que está na sua 8ª edição. Selecionadas por quê? Pelo simples motivo que há vias que não merecem serem citadas e gasto papel com elas. São vias mal equipadas, com grampos podres e sem manutenção, em locais os quais há restrições de acesso… Muitas dessas vias foram publicadas numa edição e retiradas de outra. Mas o grande problema dos guias é que eles já nascem desatualizados. Entre a edição e impressão, é certo que novas vias foram abertas ou modificadas e eles chegarão às mãos das pessoas faltando alguma informação ou setor.

Atente à (r)evolução que aconteceu nos últimos anos na falésia dos Olhos, um point esportivo de Brasópolis, MG:

Parede da falésia dos Olhos com as vias existentes em 2005

Parede da falésia dos Olhos com as vias existentes em 2005

 

Parede da falésia dos Olhos com as vias existentes em 2015

Parede da falésia dos Olhos com as vias existentes em 2015. Uau!

 

Somente na faixa vermelha da parede da falésia dos Olhos, há 5 atualizações de vias novas e extensões.

Falésia dos Olhos 2021. Somente na faixa vermelha, há 5 atualizações de vias novas e extensões. Imagine o próximo croqui!

 

Entendeu o tamanho da encrenca?

Já faz anos que eu estou pensando em formas de ajudar a melhorar a informação e experiência de quem não conhece os setores e tem dificuldade em se localizar numa falésia abarrotada de vias e com croquis nem sempre bem feitos ou explicados. No último setor significativo que desenvolvi com a Ana Fujita, onde equipamos 29 rotas na face mineira da Pedra da Divisa, fizemos um croqui impresso, e identificamos as vias com uma etiqueta plastificada e encaixada com um pedaço de arame nalguma micro fenda da base. Bem, passados 3 anos os croquis se esgotaram, as etiquetas desbotaram ou se perderam, e novas vias foram abertas. Qual a solução para minimizar a sensação de “aonde eu estou?” de quem chega num lugar assim?

O QUE ROLAS POR AÍ?

Abaixo, uma coleção de soluções que vi em algumas falésias por onde escalei e minha opinião sobre cada um:

identificação com pintura. Feio pacas, na minha opinião. Depender da aptidão artística da pessoa é temeroso, além de exagerado.

Identificação com pintura. Feio pacas, na minha opinião. Depender da aptidão artística da pessoa é temeroso, além de exagerado. Só se justificaria em locais onde as placas são roubadas ou vandalizadas. Brenda, Itália.

 

Beeeem desastroso!. Algum lugar da França. Imagem do Fred Quintão.

Beeeem feio! Imagem do Fred Quintão. Algum lugar da Suiça.

 

Esparadrapo no bloco. Vida útil reduzida. Cocalzinho, GO.

Esparadrapo no bloco. Vida útil reduzida. Cocalzinho, GO.

 

Acho as pedras grandes demais e podem ser retiradas do lugar eu surrupiadas. Las Animas, México.

Acho as pedras grandes demais e podem ser retiradas do lugar ou surrupiadas. Las Animas, México.

 

Parece bacana, mas depende de internet, manutenção de site... e achei muito grande e exagerado.

Parece bacana, mas depende de internet, manutenção de site… e achei muito grande e exagerado. Tenno, Itália.

 

Precisa de placa ou guia para identificar o número da via. Resolve em parte. Arco, Itália.

Precisa de placa ou guia para identificar o número da via. Resolve em parte. Arco, Itália.

 

Nalgum lugar do Kentucky. Bizarro. Imagem: Samantha Soifer.

Nalgum lugar do Kentucky. Bizarro. Imagem: Christopher Stoll.

 

Melhor opção, e se o povo for civilizado, um rebite basta.

Boa opção na minha opinião, e se o povo for civilizado, um rebite basta. Potrero Chico, México.

 

Essa é minha proposta. Se instalada há 30cm do solo, não gera problema algum. Em setores com muitas vias, uma identificação a cada 5 vias deve ser o suficiente.

Essa é minha proposta. Se instalada há 30cm do solo, não gera problema algum. Em setores com muitas vias, uma identificação a cada 5 vias deve ser o suficiente. É menor do que o olhal de um grampo ou de uma chapeleta. E dura uns 30 anos.

 

UMA PROPOSTA DE SINALIZAÇÃO

Dos sistemas que eu conheci, considero a plaquinha a melhor opção. Acho que a identificação das vias principais de cada setor, é mais do que o suficiente para um novato contar as vias para a direita e para a esquerda e se localizar.

Vou usar algumas das considerações negativas que apareceram no Instagram e argumentar sobre cada uma delas, que acredito serem as principais, uma vez que apareceram diversas vezes. Argumentações do tipo “no meu tempo….” não merecem nem menção. Ow! estamos em 2021.

“A chapinha é fixa e fere a rocha.”  “Não sou contra a identificação, mas não acho que para isso precise chumbar algo na pedra.”

Entendo a preocupação com o mínimo impacto, mas e a quantidade de blocos e agarras que derrubamos nas conquistas? Mudamos a rocha cada vez que a tocamos e pisamos. Fora as quantidades consideráveis de vegetação que retiramos do lugar para limpar o caminho para uma nova via.

Identificação faz parte das informações necessárias para o escalador não se machucar, por exemplo, entrando em uma via de proteção móvel, achando estar em uma com proteção toda fixa. Se há justificativa para furar e instalar uma proteção fixa, também há para sinalizar a via corretamente. Antes de entrar na via com um croqui detalhado para saber por onde ir, que equipamento levar, como descer… é necessário localizar a via.

O rebite da placa de sinalização usa um furo de 4mm. Um único grampo P precisa de um furo de 12,4mm. Portanto eu considero a intervenção praticamente inócua.

Grampo P necessita de um furo com 12,4mm de largura. O rebite da plaquinha, apenas 4mm.

Grampo P necessita de um furo com 12,4mm de largura. O rebite da plaquinha, apenas 4mm.

“E a poluição visual?”

Há outras práticas muito mais poluidoras e aceitas simplesmente pelo fato de estarem enraizadas no way of climb dos escaladores. Um exemplo gritante são as grandes quantidades de marcas de magnésio que ficam na rocha após serem escaladas, eventualmente ainda, polindo as agarras.

A sugestão das placas pintadas surge geralmente associada a uma opção menos impactante visualmente. O que eu não consigo entender, é como uma pedra no mínimo 20 vezes maior que a plaquinha de 2x5cm, pode passar menos desapercebida do que um pedaço de alumínio fixo a 30cm do solo? Sem contar que já houveram casos de trocarem as pedras de lugar por maldade, atirarem as pedras longe e roubarem, o que torna as torna suspeitas.

Houveram pessoas que sugeriram placas de madeira, que são igualmente grandes e tão poluidoras visualmente quanto as pedras pois são ainda maiores, com o agravante de uma curtíssima vida útil de talvez 3 ou 4 anos.

A plaquinha deve durar uns 30 anos, por isso acho a melhor e mais realista das opções do ponto de vista tanto da poluição visual quanto da durabilidade.

“O ideal seria uma placa na entrada de cada campo de escalada, com um QR code em que possamos acessar um guia ou croqui digital.”

QR Code só funciona com sinal de Internet. Na citada face mineira da Divisa, não há sinal de celular.

E não menos importante, alguém precisa arcar com os custos da coleta de informações e manutenção do site no ar. Junta-se o risco de o administrador do site retirar o conteúdo da internet por qualquer motivo operacional, tecnológico ou pessoal e tudo se perde.

+Vou fazer aqui um adendo sobre outra questão que é a violação de Direito Autoral, já que muitos dos sites que oferecem croquis “grátis” na verdade os pirateiam, não respeitam o trabalho de pesquisa e prejudicam assim os autores e a impressão de novos Manuais.

Não me comprometa!

Pessoal, estou aqui expondo uma demanda, minhas opiniões e as possíveis soluções para serem debatidas. Em cada lugar, a comunidade deve resolver por consenso e experiência, a melhor forma de melhorar a experiência dos seus escaladores e visitantes. Não estou sugerindo colocar placas em vias que os conquistadores não estão de acordo, nem colocar outdoors gigantes em todas as vias do universo, ok?

Estou apenas dizendo que álcool é um bom combustível e que na cerveja é bem bom, não estou sugerindo usá-lo para botar fogo no mundo.

Bom senso sempre.


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85 comments

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  1. Tacio Philip
    Tacio Philip 8 abril, 2021, 17:26

    Dá-lhe plaquinhas!!! Já vi plaquinhas na Argentina e marcação escrita na parede na Bolívia. Vai facilitar a vida de todos escaladores, aumentar a segurança (quem nunca entrou em roubada por entrar em via errada que atire o primeiro Nut) e o impacto é irrisório se considerado ao impacto do ser humano pisando no planeta (quem acha que o impacto é muito grande devia colaborar não incentivando a mineração de bauxita usada para fazer os equipos de alumínio nem a extração de petróleo para fazer a sola da sapata). Mínimo impacto também pode significar impactar ao mínimo o ambiente com o escalador se arriscando menos, fazendo menos besteira na parede e andando menos em bases procurando sua via.

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  2. Thiago Antunes
    Thiago Antunes 8 abril, 2021, 17:37

    Boa, Eliseu! Excelente matéria. Você ainda fez um apontamento que eu não havia pensado, os direitos autorais.

    Gosto desse debate e a participação da comunidade é essencial. Ainda há muita conversa para amadurecer.

    Outro ponto que acho essencial é a participação das associações locais de escaladores, inclusive, quanto a ideia da disponibilização digital, que não necessariamente precisa ser no local do campo de escalada especificamente, mas talvez num centro de atendimento ao turista ou local desse tipo.

    Grande abraço!!✊

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  3. Lello
    Lello 8 abril, 2021, 17:49

    Boa!minimizando futuros impactos,em diversos aspectos!

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  4. Ruria Almeida
    Ruria Almeida 8 abril, 2021, 17:50

    Como é bom ver ideias simples e de baixo impacto para o meio. Suas ponderações sobre acesso à recursos e da cultura do brasileiro é fundamental para que todos entendam a dificuldade de se implantar algo novo e duradouro por aqui. Acredito que uma placa de alumínio e um rebite de 4mm não tenha impacto algum e que certamente gera menos danos que um grampo de aço soldado de 15mm ou uma pintura meia boca diretamente na pedra, sendo ela à mão ou com algum gabarito. Ideia nobre e fora da caixa.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 8 abril, 2021, 17:54

      Ruria, valeu pelo comentário e apoio. Vamos melhorar esse e fazer comgabarito pra ficar reto, ahahaha. Obrigado pela dica.

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  5. Beto
    Beto 8 abril, 2021, 18:17

    Muito chão pela frente…

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  6. Tiago Santos
    Tiago Santos 8 abril, 2021, 18:20

    Um assunto polêmico, mas achei bem pertinente seus argumentos Eliseu. E esta de certa forma alinhado com a ideia de manejo e sinalização de trilhas, este sim muito mais difundido.

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  7. Moe
    Moe 8 abril, 2021, 18:41

    Boa chefe!

    Voltei a escalar no fim do ano passado, e ao voltar por exemplo no Zé Vermelho em Pinda, me assustei com um numero enorme de vias novas! isso é incrivel, mas sem identificação você acaba ficando meio perdido e as vezes pode ser até perigoso dependendo do local.. enfim… por lá tem umas pedrinhas com os nomes das vias achei legal esteticamente (mandei fotos no face), mas um tanto frágil o sistema, as placas eu super apoio. e se rolar uma entendimento com o povo da região até me proponho a ajudar na empreita de instalar essas chapinhas..

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  8. Natan Sanches
    Natan Sanches 8 abril, 2021, 19:01

    Eu apoio esta ideia, além dos argumentos e exemplos mencionados na matéria, vale considerar que a escalada está crescendo cada dia mais no Brasil, acredito que ajuda iniciantes, visitantes. Toda ideia nova gera polêmica, mas precisa de atitude para o novo acontecer.
    Na pedreira do Dib em Mairiporã-SP, que já tem quase 100 vias abertas, já estão sendo produzidas as plaquinhas, parecidas com o modelo de rebite e ainda este ano serão instaladas, só o tempo vai dizer se vai funcionar.
    Viva a escalada.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 00:00

      Muito necessário no Dib, que tem um adensamento de vias e pode facilmente acontecer erro de identificação

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  9. Leonardo
    Leonardo 8 abril, 2021, 19:16

    Concordo 100% Eliseu! Bora colocar a fábrica de chapinhas para rodar 😉

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 8 abril, 2021, 19:22

      Com certeza podia aparecer alguém pra fazer umas chapas profissas. Quem sabe algum escalador que domine a técnica não resolve empreender. Eu mesmo preferiria comprar a fazer.

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  10. Henzo Martins
    Henzo Martins 8 abril, 2021, 19:24

    Top Eliseu! Sou aqui de Nova Friburgo. No parque das Furnas (mais conhecido por conta da pedra do cão sentado) temos centenas de vias e, a não ser que um escalador te acompanhe te indicando as vias, o pessoal mais novo encontra dificuldade em localizar as vias.
    Isso vem também da administração do parque, eles não gostam de difundir o potencial pro Climb do parque por conta de alguns presepeiros que já foram lá no passado.
    Esse tipo de sinalização é usada em no máximo umas 5 vias lá, e todas com mais de 20 anos…

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 8 abril, 2021, 19:26

      Obrigado por compartilhar, Henzo. Como disse o Beto, há um longo caminho pela frente, principalmente no que se refere a mudança de hábitos conservadores e corporativistas.

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  11. Nina Brandt
    Nina Brandt 8 abril, 2021, 20:41

    Po, assunto super importante. Inclusive outro dia estava conversando sobre a importância de contar a história de quem abre vias, faz a manutenção, monta croquis, coloca materiais pra facilitar a vida dos outros. Como isso é importante! Na minha opinião as plaquinhas são uma ótima solução. Já experimentei (mais de uma vez) a sensação de chegar no setor e não saber se a via é um 5o grau ou um 9o. No caso o primeiro eu escalaria com certa tranquilidade e o segundo não – ainda. Faz uma baita diferença. Grata pelo conteúdo super relevante!!

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  12. João Paulo Vieira
    João Paulo Vieira 8 abril, 2021, 22:07

    Fala Eliseu, primeiramente digo que a sinalização é algo muito válido e importante, em vários aspectos!
    Sou a favor sim de uma sinalização não tão grotesca e eficiente, no caso a plaquinha q vc criou foi a que eu achei mais interessante, a única coisa q eu sugiro é colocar dois ribites ao invez de somente um. Pois a parte onde n se tem o robite fica mais fácil para alguém dobrar/quebrar a plaquinha. Outra sugestão seria colocar algum tipo de cola na plaquinha, além do ribite, para fortaceler duplamente a fixação da mesma!!
    No mais, parabéns, e assim q acontecer as primeiras instalações, faça uns vídeos e fotos para gente!! Abraçãoo vlww

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 8 abril, 2021, 22:11

      Com certeza, João, é importante iniciarmos uma padronização para não darmos chance a aberrações e exageros. Assim que instalarmos as primeiras, atualizo este post com as imagens. Obrigado por participar da conversa.

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  13. Bruno G.
    Bruno G. 8 abril, 2021, 22:08

    Eu gostei bastante do que fizeram na pedreira de são Roque. Foi um evento de escalada e colocaram os desenhos plastificados nas árvores próximas com boas indicações de árvores, pedras e arbustos. Dava para se localizar bem. Apesar de exigir manutenção é mais fácil de atualizar do que o guia completo e também bem acessível.
    Independente da solução acho a iniciativa ótima e importante para a segurança da escalada.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 8 abril, 2021, 22:14

      Oi Bruno, realmente os desenhos e croquis são bem mais legais e bonitos, mas pensar que haverá sempre alguém para fazer a manutenção, é imaginar um mundo ideal, que não existe. As etiquetas que fizemos, não duraram 2 anos em boas condições.

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  14. Inacio
    Inacio 8 abril, 2021, 23:04

    Bem pertinente o assunto, e parabéns por abordar. Nós estamos pensando em fazer uso de plaquinhas talvez de inox, fixadas com rebites ou massa plástica (de funilaria) com uso de tipos informar o nome, grau, e no. de proteções da via. Em alguns lugares como no zé vermelho, como foi citado acima pelo Moe, fizemos uso de esmalte de unha branco e escrevemos em pedrinhas, ficou “bonitinho”, (copiei a ideia dos locais que visitei na Frença). Este método permite dar vazão ao espírito humorístico e artístico mas é frágil e um tanto chamativo Prefiro a plaquinha. PS: Gostei da foto do P.

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  15. Jobson Pereira
    Jobson Pereira 8 abril, 2021, 23:17

    No BPO temos vias identificadas em pedaços de pedra. É um modelo de mínimo impacto, mas que poderá ser levado como lembrança. A placa de metal com o nome da via é uma outra boa opção para identificação e nem se compara as proteções fixas na rocha que agride muito mais.

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  16. Antonio Faria
    Antonio Faria 8 abril, 2021, 23:19

    Em muitos setores de escalada esportiva é necessário sim, indicar a linha, por causa do grande números linhas. Às vezes mesmo com um guia impresso fica difícil saber qual é a linha certa. A sinalização é possível sem causar qualquer impacto, só depende da maneira como é feita. Todavia, eu não quero ver isso nas montanhas, linhas de montanha é muito diferente da escalada esportiva, existe ética própria.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 8 abril, 2021, 23:54

      Concordo plenamente, AP.
      Montanha e falésia devem merecer abordagens diferentes, e as falésias com muitas vias uma ao lado da outra, são o ambiente que mais causa erro de identificação. Também concordo que montanha nem precisa desse tipo de sinalização.

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  17. Augusto
    Augusto 8 abril, 2021, 23:29

    Essencial nas paredes com várias vias!

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  18. Reinis
    Reinis 8 abril, 2021, 23:37

    Ótima iniciativa! Principalmente em lugares com muitas vias. Na França vários lugares tem nome e grau pintados na base, ou numeração e pontos pintados de certa cor, como nos boulders de Fontainebleau, mas é verdade que não é uma solução das melhores. A plaquinha acho perfeito!

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  19. Ingrid Bacher
    Ingrid Bacher 9 abril, 2021, 00:17

    Muito bom o artigo, Eliseu!

    Soluções como fita, papel encapado com plástico são temporárias e acabam virando lixo em pouco tempo. Gostei da ideia da plaquinha com número ou a com nome . Contudo não colocaria o grau pq acho que isso pode mudar. Lembrando que o Guia é sempre uma mão na roda, além de contar a história do local, como chegar e não precisa de bateria nem sinal de celular 😉

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 00:36

      Oi Ingrid, com certeza a sinalização na base é uma cosdjuvante do guia, acrescenta sem substituir. Gravar o grau realmente pode dar problema futuro, bem notado.

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  20. Samuel Moreira
    Samuel Moreira 9 abril, 2021, 00:17

    A primeira dúvida é a seguinte: de quem é a responsabilidade de confeccionar a plaquinha em um setor? Do cara que abriu uma via nova? Até aí tudo bem, mas e as vias antigas? O cara que abriu a via Puberdade (2005) pode não querer uma TAG na base da via, mesmo que isso seja para facilitar a localização de tal via.

    A segunda dúvida é: O cara que levantar a bandeira das plaquinhas vai metralhar todo um setor, mesmo que não tenha ele conquistado ou equipado via alguma?

    O assunto é polêmico, e como opinião própria, acho válido para setores com vias esportivas, onde as vezes tem muitas linhas próximo as outras. Aqui na Pedra do Romão eu usei os Croquipets (pequenas garrafas pets adaptadas para receber o croqui das vias, separado por setor) para guardar os croquis, que de tempos em tempos são atualizados, mas claro que isso não se aplica a todos os setores, mas funciona!

    Se por aqui é algo novo, que seja usado de forma discreta e que fique o conquistador/equipador responsável pela tag.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 00:42

      Acho que a colocação de placa deve seguir a regra do Direito Autoral, e de preferência ser instalada pelo próprio conquistador ou equipador da via, assim não dá confusão, além de resolver a questão do custo – que é irisório, menos de R$ 1,00 por plaquinha, mas se forem muitas já pode ficar caro e trabalhoso.
      Com relação a metralhar todo um setor, também não acho correto e nem necessário, conforme disse no artigo.

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  21. Floriano
    Floriano 9 abril, 2021, 00:21

    Eu acho interessante a idéia das plaquinhas. Ajudaria os escaladores a se situarem melhor nos picos.

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  22. Cauí
    Cauí 9 abril, 2021, 01:18

    Pessoalmente não vejo problema em utilizar o sistema proposto em falésias, especialmente aquelas cheeeias de vias. Se a comunidade local estiver de acordo, o impacto é mínimo comparado à grampeação, costuras fixas, magnésio, etc.
    Já em vias tradicionais, na montanha, acho que seria dispensável…
    Abraço!

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 11 abril, 2021, 16:25

      De acordo, Cauí, em montanha é outro ambiente, e apesar da escala, as vias não são tão próximas, o que já dificulta a pessoa entrar numa via errada.

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  23. Cony
    Cony 9 abril, 2021, 01:22

    E aí Frechou. Sabes que já viagem pelo mundo e vi muita coisa semelhante ao que postou. Já sugeri em algumas reuniões umas ideias sobre isso, entre elas a de pintar (pq) na base. E com cor discreta. Mas a ideia da plaqueta é muito boa. Sou a favor da identificação pois mesmo com croqui e experiência já entrei em via errada e pode ter problemas por isso. Quase já fiz isso em vias que abri independente das opiniões coletadas. Mas estou aguardando o momento oportuno e a melhor estratégia para tal. Valeu pela matéria e conta com meu apoio.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 02:12

      Isso aí Cony, vamos iniciar esse diálogo e busca por soluções e uma padronização nacional do que e onde é aceito cada sistema. Tem gente responsa e que abre vias na BA, RJ, ES, SP, SC, PR, MG, RJ aqui nos comentários e atentos na evolução da conversa, e vocês aí no RS tem larga experiência na questão das falésias. Tamo junto meu camarada.

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  24. José Nunes
    José Nunes 9 abril, 2021, 01:32

    Na minha opinião a marcação de bases de vias tem pontos positivos e negativos, não sou tão radical a ponto de achar que uma pequena tag na base de uma via vai causar um grande impacto visual, essa placa vai facilitar a identificação de uma linha esportiva numa parede cheia de vias onde não exista referencia natural (fenda, diedro, etc). O ponto negativo que eu vejo seria o escalador não desenvolver a habilidade de localizar uma via utilizando as infos que a parede apresenta (leitura), numa via trad eu acho que se o escalador não tem a capacidade de identificar o inicio rota, ele corre o serio risco de ficar perdido depois que tirar os pés do chão! Não seria melhor gravar o nome da via na primeira chapa? Sou a favor de um croqui bem detalhado!

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 02:14

      Boa Zé! também acho desnecessário em montanhas e lugares de características fáceis de identificar. O problema ocorre nas falésias onde as vias são muito próximas e de relevo semelhante, conforme você mesmo falou. E com certeza essa plaquinha não substitui e é só uma identificação auxiliar de um croqui bem feito.

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  25. Orlando
    Orlando 9 abril, 2021, 01:39

    Inevitável com o crescimento da escalada … sua sugestão foi a melhor Eliseu … apoiado totalmente!

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 02:16

      Fala Orled, seria legal se a comunidade de Itajubá escolhesse uma falésia pra um piloto. Eu tive bastante dificuldade em achar as vias no Frade, quem sabe o Luigi não pilha de fazer lá?

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  26. Batata
    Batata 9 abril, 2021, 01:57

    Essas plaquinhas ou algo semelhante parecem ser a solução ideal, e como você mesmo escreveu, nem precisa ser em todas vias, a cada 5 ou 6 vias, já ajuda bastante, e com menos impacto visual. Pessoalmente eu acho, que mesmo que colocassem em todas as vias de um setor, o impacto ainda seria irrelevante, perto do que já impactamos. Espero que a ideia se desenvolva pelos setores esportivos e facilite as nossas vidas.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 02:18

      Valeu man! Vamos fazer numa forma de piloto e ver o que o pessoal acha, com identificação intermitente 5×1.

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  27. @lionouto
    @lionouto 9 abril, 2021, 02:13

    É isso ai reciclagem em procedimentos e ordenametos das escaladas esportivas

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  28. Orlei Jr.
    Orlei Jr. 9 abril, 2021, 03:14

    Há 4 dias estive escalando em um lugar que me surpreendeu muito! Uma falésia de calcário, de 20 x 200m, em pleno Pantanal Sul Matogrossense!
    Não encontrei nenhum outro escalador no local. Tinha em mãos apenas uma tabela com os nomes das vias. Senti falta, para referência, de uma via (na rocha) identificada com uma dessas plaquinhas!

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  29. Victoria Franco
    Victoria Franco 9 abril, 2021, 08:13

    #TeamPlaquinha por aqui. Concordo com você que essa é a melhor solução, especialmente se não for instalada em todas as vias, só em algumas para evitar confusão e perigos de entrar em rotas mistas sem peças móveis para equipar. Aqui no sul da França as vias são bem identificadas, geralmente com tinta. Não gosto, acho que traz mais impacto visual e perde um pouco de eficácia quando a tinta começa a apagar. Fica só uma sujeira na rocha.

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  30. Marlus
    Marlus 9 abril, 2021, 10:19

    Muito bom o artigo! Eu apoio essa ideia e a do QR code na entrada e dá chapa pequena.
    Pagaria pela licença temporária ou até definitiva da edição online. Bem mais simples e estará atualizada.

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  31. Alipio
    Alipio 9 abril, 2021, 10:32

    Muito legal Eliseu. Me lembrou El Potrero Chico e achei o esquema deles muito bom. Valeu por trazer o tópico e otimo artigo!

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  32. Ed Padilha
    Ed Padilha 9 abril, 2021, 10:50

    Legal que você tomou a iniciativa de colocar em discussão esse tema espinhoso. Muitas vezes ficamos com receio de nos expormos nesse tipo de discussão, pois sempre há polêmicas. Acredito que seja necessário ter alguma identificação sim. Em Piraí do Sul, quando fomos fazer o encontro de escalada, o ConfraTrad, deparamo-nos com o problema de que haveria muita gente de fora e não saberiam se localizar no setor, que hoje conta com 150 vias. Então, escrevemos o nome e graduação das vias em pedras e as deixamos nas bases correspondentes. A grande maioria aprovou. Até hoje, 2 anos depois, elas continuam no local. Achei uma solução pouco impactando, já que ficam quase imperceptíveis para quem passa pela trilha nas bases das vias. Agora, vendo essa plaquinha que é sua proposição, à primeira vista parece uma ideia interessante. Acredito que o impacto é mínimo, pois com o tempo ela irá se mimetizando com a rocha e se tornando cada vez mais discreta. E tem a vantagem de ser fixa, o que evita de ser retirada do local, como pode acontecer com a pedra na base. Além da pedra não ter um padrão de escrita. Esteticamente pode ficar horrível. Vou propor essa ideia para os conquistadores de vias por aqui para ver o que acham. Valeu, parceiro

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 10:57

      Obrigado por contribuir com a sua experiência no tema, Ed. Com certeza você, Val e William tem muito o que ajudar com idéias para melhorar a experiência das pessoas nas rochas. E man, 150 é demais! Parabéns e obrigado em nome da comunidade.

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  33. Leonard Moreira
    Leonard Moreira 9 abril, 2021, 11:03

    Eu acho uma ideia excelente, já me perdi em setores novos para mim, aliás tenho esse dom, rs
    E acredito que muita gente já teve dificuldade para se encontrar em meio a croquis e vias.
    Impacto mínimo!

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  34. Dagoberto Ivan
    Dagoberto Ivan 9 abril, 2021, 12:43

    Excelente idéia, necessário, só agrega fator positivo, informação é importante.
    Onde tem guia, não “precisa” identificar tudo, pelo menos algumas vias, porém me posiciono a favor de usar em todas as vias, tradicionais e esportivas, com consulta aos conquistadores claro.
    Vou identificar algumas de minhas vias como apoio a idéia.

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  35. Rogério Malkomes Mendes
    Rogério Malkomes Mendes 9 abril, 2021, 12:51

    Muito bom dia Senhoras e Senhores. Minha opinião sobre esse assunto é convergente e favorável às mini placas próximas ao solo na base das vias conforme a descrição na matéria. A primeira vez que vi essas sinalizações foi no ano 2.001, em Andradas MG Na pedra do elefante, onde existem sinalizações praticamente idênticas a estas nas vias Normal e Volcano. Achei interessante e providencial para evitar qualquer erro de leitura pelos escaladores. Apesar de não encontrar essas sinalizações em outros locais e pontos de escalada aqui na região, entendo que esse modelo já segue uma lógica de mínimo impacto e em nada denigre a conduta dos montanhistas que optarem por adotar esse tipo de identificação nas vias e setores em que se façam necessárias. Espero de alguma forma ter contribuído com a minha opinião sobre o assunto. Um forte abraço a todos e boas cordadas hermanos.
    Sinceramente,
    Rogério Malkomes Mendes

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 14:54

      Bem lembrado Rogério, Em Andradas o sistema foi adotado com sucesso há anos, mas dá pra fazer com metade do tamanho que surte o mesmo efeito.

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  36. João Ricardo
    João Ricardo 9 abril, 2021, 13:07

    Parabéns pela iniciativa!
    Identificar a via é uma questão de segurança e a placa é uma forma de garantir a longevidade da identificação.
    O esporte cresceu e a responsabilidade da comunidade tomou novos horizontes.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 13:39

      Isso aí João, novos tempos, novas práticas. É discutindo abertamente que chegaremos a uma solução eficaz. Evolução sempre.

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  37. Formiga
    Formiga 9 abril, 2021, 13:29

    Boa irmão,,isso aí inovar,algumas vezes facilitar,uma identificação imediata,showw bora pra cima, bamoo

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  38. Felipe Dallorto
    Felipe Dallorto 9 abril, 2021, 13:32

    Muito boa a explicação e proposta Eliseu! Eu apoio totalmente a identificação das vias conforme a proposta aqui. Todos nós sabemos que isso já é cultural na Europa entre outros países. Vale apena pessoal! Abraços a todos e boas escaladas !

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  39. Janine
    Janine 9 abril, 2021, 14:25

    SHOW, Eliseu! Apoiado se feito conforme sugerido aqui! Abração e kmon!

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  40. Felipe Pontes
    Felipe Pontes 9 abril, 2021, 14:30

    Acho ótima a proposta também. Fica claro que existem muitos motivos que justificam a utilização da plaquinha em determinadas situações. De inicio até indaguei o suposto impacto na rocha, mas fui convencido de que esse impacto, físico ou visual, é mesmo muito pouco significativo diante da existência da própria via…

    Contudo, creio que, como tudo, é importante que exista a discussão (parabéns, Eliseu), para que soluções a princípio boas não passem a ser vistas como panaceia. Pelo visto há um consenso de que a iniciativa é boa, mas não em todo caso. Destaco abaixo alguns pontos a serem problematizados, que colhi dos próprios comentários aqui:

    1. A mesma logica de identificação por plaquinhas se aplica a vias de varias cordadas e a boulders? Se nao, como “controlar” a pratica uma vez ela aceita?

    2. Mesmo com a identificação por plaquinhas, a questão da coleta, atualização e divulgação das informações sobre as vias fica sanada? A plaquinha nao contribui para desincentivar ainda mais esse trabalho tao essencial quanto pouco valorizado? Como inecentiva-lo?

    3. O conquistador da via tem o poder de veto sobre a utilizaçao da plaquinha ?

    4. Em picos com muita densidade de vias, saber onde sai uma delas assegura que o escalador não possa pegar a linha errada depois de deixar o chão? Nao sera que a presença da plaquinha pode incentivar que escaladores entrem na via sem conhecer o desenho da linha e portanto tendo maior risco de equivoco? Nessa hipótese, a plaquinha ajuda mesmo a segurança?

    Algumas respostas a essas perguntas ja foram dadas por aqui. Minha intençao em realçar essas questoes não é me opor à proposta das plaquinhas, até porque isso não faz sentindo, pois esse parece ser ja um caminho sem volta. Minha intenção é indicar a necessidade de se discutir não somente o “se”, mas o “como”.

    Abraço!

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 9 abril, 2021, 14:43

      Oi Felipe,
      Respondendo tendo por base o bom senso:
      1- A ideia inicial deve ser a identificação em falésias. Boulder e vias multi-enfiadas é outra questão e para não tumultuar, vamos deixar de fora, ok?
      2- As plaquinhas são coadjuvantes dos guias de escalada, não os substituem. São mais um aliado dos guias, apenas isso.
      3- Deve seguir a regra do Direito Autoral e de preferência, instalada pelos próprios conquistadores. Respeito é bom e todos gostamos.
      4- a placa identifica no chão apenas, não é croqui, que detalha a via em sua totalidade.

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  41. Kava
    Kava 9 abril, 2021, 17:11

    Fala Eliseu!

    Bem levantada a questão. Na minha opinião, possibilitar a boa identificação das vias é fundamental como gestão de segurança em áreas de escalada esportiva (em áreas de mais aventura, achar a via pode ser parte da aventura… já entrei em muita roubada em via errada, mas fez parte do aprendizado… uma vez até tentando achar a Marvada Bunda, com o Mariusinho).

    No Macarrão/Buraco do Padre há um bom exemplo de identificação; os escaladores locais fizeram um croqui plastificado que fica na base das vias, e que funciona muito bem ali. Mas mesmo lá, ter uma identificação em algumas vias ajudaria a certificar onde está no croqui…

    A melhor alternativa fica pelo bom senso da comunidade local e pelas características do setor, seja pela boa divulgação em guias ou croquis, seja pelas plaquinhas (que me parecem uma boa alternativa pelo baixo impacto visual), ou uma combinação entre elas. O duro é o consenso na comunidade local… Parabéns pelo debate!

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  42. Naoki
    Naoki 9 abril, 2021, 17:51

    Eliseu, assunto bem pertinente. Acho que tudo tem um “depende”. Por exemplo, aqui no ES seria desnecessário pq ha poucas vias, poucos escaladores e temos muita info na internet e em livro. Diria que aqui eh o lugar mais bem catalogado do pais. Ja em outros lugares acho pertinente ter alguma sinalização. Nao acho necessário em todas as vias, talvez nas principais. No lugar do rebite, tentaria alguma cola, tipo durepox (?). Assim q precisaria furar a rocha, minimizando o impacto. Nao acho ruim a pintura direta na pedra, mas no Brasil (granito) acho q n ia ficar legal. Além disso, exige bom senso… Nao li todos os comentários, desculpe se fui repetitivo.

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  43. Albertini
    Albertini 9 abril, 2021, 20:42

    Ótima iniciativa e a ídeia da plaquinha é muito bem pensada. Pouco impacto, longa duração, custo relativamente baixo.
    Entendo que o melhor seria discutir pico a pico com os frequentadores mais assíduos e conquistadores.
    Não há necessidade de padronizar.

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  44. Juliano Pedra Chata
    Juliano Pedra Chata 10 abril, 2021, 01:53

    Boa noite povo da montanha , essa questão da praquetinha de alumínio eu acho massa a ideia ,eu com meu parça Bobby Oliveira ja discutimos essa ideia a tempos atrás chegamos ate faser a praquetinha e os furos , so faltou achar algo p para fixar , era na base de uma via na Pedra de São Domingos , era p ser um teste mas acabamos que ficou só na ideia , vamos aderir essa ideia , mandou bem mestre , grande abraço …ass : Juliano Pedra Chata

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 10 abril, 2021, 10:33

      Juliano, passa aqui em casa que a gente faz as placas que vocês precisam pra São Domingos. Abração.

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  45. Flavia
    Flavia 10 abril, 2021, 06:09

    TOTAL A FAVOR…. MAS, eu deixaria o grau de fora, agarra quebra, coisas acontecem.
    O próprio conquistador as vezes sugere um grau e a comunidade depois concorda com outro..
    Eu colocaria só o nome

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  46. Thiago Dias
    Thiago Dias 10 abril, 2021, 11:08

    Eu particularmente acho interessante usar as plaquinhas mais simples. Gosto da pedra pintada no chão tbm, e somente algumas vias, as mais clássicas pra usar com orientação no croqui. Nos olho falta mesmo esse tipo de orientação…assim como na Pedreira do dib que hoje está super conhecida e frequentada, a galera já está se articulando, vai ficar show

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  47. Kiko Araujo
    Kiko Araujo 10 abril, 2021, 11:58

    Na minha opinião essas plaquinhas são sim uma boa solução para áreas de esportiva. Tbm já vi muita marcação ineficiente e com impacto horroroso por aí, Não tem como fugir, a atividade em si já gera algum impacto, então que seja o menor e mais controlado possível. Acho as plaquinhas uma boa alternativa sim

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  48. Michel Abdelnur Fera
    Michel Abdelnur Fera 10 abril, 2021, 13:16

    Muito boa iniciativa Eliseu, vai ser de muita ajuda para os escaladores, lugares que tem bastante vias, são difíceis de serem localizadas.
    Acredito que uma pequena placa na base das vias é ideal, pode evitar e muito acidentes.
    Não vejo que vai poluir ou coisas assim.

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  49. Cesinha
    Cesinha 11 abril, 2021, 17:22

    Sou à favor sim de sinalizar, atualmente é questão de segurança. Entrar, por engano, em uma via de grau muito mais alto do seu, com pedra solta, com parada há 34m de altura, à direita, com uma proteção móvel, etc, atualmente é bem provável, o que pode gerar um acidente ou incidente.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 12 abril, 2021, 10:29

      Bem lembrado, Cesinha. A pessoa ao entrar numa via errada, pode se meter numa enrascada se a corda for pequena para o rapel.

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  50. Vini Todero
    Vini Todero 12 abril, 2021, 07:17

    Grande Eliseu.

    Eu sou favorável a alguma forma de identificação das vias. Já vi muitas formas diferentes de marcação e a que mais me agrada é pintar o nome com uma cor discreta e de um tamanho pequeno. A pintura tem a desvantagen de não durar muitos anos, principalmente se exposta ao sol e chuva. Entretanto permite adicionar elementos como setas indicando para q lado vai a via, se é o caso de uma saida única para vias que se ramificam mais para cima. Também vejo que muitas vezes os conquistadores gostam de escrever o nome de uma forma artística, com uma caligrafia bonita, mais orgânica. A pintura permite isso. As plaquinhas metálicas também são uma opção interessante, somente não gosto do aspecto militar que elas têm.
    Na minha opinião, outros dados como grau e nome do conquistador não devem ser adicionados, para isso existem os croquis.

    Saudações.

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  51. Irivan Burda
    Irivan Burda 12 abril, 2021, 13:40

    Nas escaladas pelo mundo já encontrei diversas maneiras diferentes de sinalização das vias de escalada. cada escola faz do seu jeito e as vezes causando um impacto muito grande em quem não é acostumado com esse tipo de sinalização.
    o que mais gostei foi em Paklenica na Croácia. Lá cada setor tem duas ou 3 vias identificadas com uma chapinha triangular na base indicando o nome e grau da via. Fixado com um rebite. A placa tem uns 4 cm de lado e eram de alumínio. Com isso já era suficiente para se localizar e poder ter certeza que está na via que deseja escalar. O impacto visual é quase nulo e muito fácil de instalar.
    Acho que algo neste sentido que o Eliseu vem colocando é o ideal, placas pequenas e apenas em algumas vias do setor. Com certeza teremos resistência de muitos grupos de escaladores mas em “points” com muitas vias acredito ser uma ótima alternativa.

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    • Eliseu Frechou
      Eliseu Frechou Author 12 abril, 2021, 16:28

      Irivan, obrigado por compartilhar sua experiência. Quem sabe a Bonier não cria uma plaquinha que poderia já via com gravação punção ou laser? Eu compraria na certa.

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  52. Wiland
    Wiland 12 abril, 2021, 18:40

    Sou totalmente a favor e as plaquinhas servem bem ao propósito. É sim uma questão de segurança nas falésias. Serão muito bem vindas.

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