Escalando Elektra na “simpática” Ana Chata

Escalando Elektra na “simpática” Ana Chata

Semana passada fiz mais uma das muitas viagens no tempo que são as repetições de algumas das vias da Pedra do Baú, quando escalei com o Johann Lauda a via Elektra, na Ana Chata.
Esta via foi aberta pelo Saulo de Tarso, Beth Borges e eu em 1990. Foi minha primeira via conquistada no conjunto Pedra do Baú, primeira de 13 outras na montanha e das mais de 190 nesta região.

Terceira base

Terceira base

Terceira enfiada, Johann na limpeza.

Terceira enfiada, Johann na limpeza.

 

Tilandsias e maxilárias exalam um perfume bem característico.

Tilandsias e maxilárias exalam um perfume bem característico.

Quem escalar a rota hoje, vai notar algumas peças de proteção bastante pitorescas, como alguns grampos “L”, chapeletas de ¼” e pitons caseiros. A via foi regrampeada e teve manutenção nos seus 23 anos, mas algumas peças foram deixadas na rocha como testemunhas de uma era onde fazer um furo de 3/8” demorava tanto que o máximo que conseguíamos era instalar 3 grampos por investida.

Foi nessa via que iniciou-se a tradição, seguida pelos outros conquistadores de vias, de dar nomes de personagens de quadrinho para as vias. Então vieram Tom Sawyer, Justiceiro, Cavaleiro das Trevas, Surfista Prateado, Pateta, Capitão Caverna, Asterix, Obelix  e outras tantas.

Johann Lauda na penúltima enfiada

Johann Lauda na penúltima enfiada

Fora a viagem e lembranças, escalar no Ana Chata é sempre diversão garantida. Vias bonitas, boa proteção (ma maioria das vias) e visual alucinante é o que aguarda os que ainda não escalaram esta montanha tão simpática, que de chata, só tem o nome.

Precisando de guia para esta região?  Entre em contato com a Montanhismus.

Grampo de 7mm (direita), da época da conquista.

Grampo de 7mm (direita), da época da conquista.

Piton caseiro instalado na conquista, com uma nut logo abaixo.

Piton caseiro instalado na conquista, com uma nut logo abaixo.

 

 

 

 



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