Escalando em Andradas – Até que enfim!

Escalando em Andradas – Até que enfim!
Pedra do Pântano em Andradas

Pedra do Pântano em Andradas

Depois de várias dezenas de promessas em ir visitar Andradas, onde provavelmente estejam concentradas a maior parte das vias tradicionais do sul de Minas Gerais, nesta segunda-feira, Ana Fujita, Michel Abdelnur e eu partimos em direção às pedras do Pântano e do Elefante, para dois dias de muito sol e escaladas em granito.
Chegar ao Pântano foi bem tranqüilo. Apesar de o bairro ser distante numa estrada de asfalto, a pedra é visível da estrada de asfalto, o que ajuda bastante. O Abrigo do Pântano é muito bem estruturado, com 2 cozinhas e beliches para 16 pessoas. A guardiã, Dona Nice é uma pessoa muito prestativa e nos recebeu muito bem. Como não há mercearias ou mercados próximos, leve seu rango, ou terá que voltar à Andradas, distante uns 20km, para comer.

Topo da via Pão Francês, na Pedra do Pântano

Topo da via Pão Francês, na Pedra do Pântano

O Guia de Escaladas de Andradas, de co-autoria do Pedro Zeneti pode ser comprado no próprio abrigo do Pedro, que fica quase que embaixo das escaladas, ou nas lojas de equipamentos de montanhismo de São Paulo e Minas Gerais.
No primeiro dia, escalamos a via Pão Francês 5° VIsup E3 no Pântano. A escalada transcorre por uma chaminé/canaleta e exige mais do guia do que o grau sugerido, pois pelo menos quando a escalamos, as agarras estavam bem sujas, dando uma adrenada a mais nos lances de aderência. Mesmo assim, em pouco mais de 4 horas, escalamos e descemos da montanha. A rota está em perfeita ordem, com chapeletas em boas condições e a proteção móvel, em geral, é potente, mas na enfiada do crux as opções escasseiam e o E3 se mostra para quem está na ponta da corda. Passei um bom apuro para dominar um pequeno teto com agarras em oposição que estavam com muito musgo. Emoção na certa.

Rapel na Pão Francês

Rapel na Pão Francês